sábado, 25 de janeiro de 2014

BOCAIÚVA


Cidade bonita. Misteriosa. Sol forte mas noite fresca. Lua cheia. Praça-coração.

Alegria de encontrar uma estação restaurada e habitada. Na Secretaria de Cultura, que fica na estação onde também funciona um Museu, conhecemos pessoas, encontramos acolhida, informações e um presente muito especial: "A lista de Ailce" do Betinho.

O Sr Cheiroso nos comoveu pela sua beleza, coragem, força, simpatia e simplicidade!

Nessa cidade mágica e altamente científica, como comprova o eclipse de 1947, as conversas no jantar versavam sobre tecnologia, átomos, elétrons e meios de comunicação e transporte.

O envolvimento afetivo e político da Priscila, os personagens descobertos pelo olhar atento do Claudinho, o vazio como sensação e ambiente nas estações de trem, percepção do Lucas, a lembrança da minha família e sua relação com o trabalho, a sensibilidade do Geraldo frente aos diferentes processos do seu grupo de atores, tudo isso pôde ser compartilhado no nosso primeiro ensaio, no palco do Centro Cultural de Bocaiúva. 

Descobrimos parecenças entre as escritas de Betinho e Cortázar (seria o argentino também um grande-bocaiuvense?)

Seriam os ferroviários pertencentes à geração X?

O trem de passageiros volta?

"A revolta latente
que ninguém vê
Ninguém sabe se sente
pois é, pra quê?"

E com essas perguntas seguimos viagem.





Um comentário:

  1. Bocaiuva adentrou em nós a universalidade do trem, já que o trem é humano!
    Chegamos ali para ficarmos algumas horas... logo percebemos o erro do nosso cronograma. Inteirando dia e noite, ficamos ali dois sóis de rachar melão e duas luas de acordar lobisomem!
    Afastando da Pequena Bocaiuva, mergulhamos na Grande Boca.

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